Everson Barbosa

Um jovem com propósitos

Vivendo a sua natureza selvagem

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O bom de participar da comunidade blogueira é que acabo conhecendo coisas que passariam despercebidas por mim se ficasse apenas com a mídia de massa da internet (isso quer dizer, os portais), e quando falo em cinema náo tenho vergonha de dizer, que sou muito influenciado pelo que leio nos blogs. Os últimos filmes que vi, foram claramente influenciados por opiniões que li nesse espaço quase infinito. Dentre esses filmes se destaca Into the wild (Na natureza Selvagem), e devidamente influenciado pelo livreiro do Thiago.

Se eu resumisse a história em um jovem rico que abandona tudo em busca de uma aventura no Alasca isso lembraria filmes no melhor estilo Sessão da Tarde, porém esse é um modo simplório de ver Into the Wild. Eu resumiria em: um filme sobre liberdade.

O filme, dirigido por Sean Penn, é a adaptação de um livro baseado em uma história real, onde o Chris Maccandles, não enfrenta uma simples aventura, mas uma busca de sentido de vida.

Abandonar família, um futuro de sucesso e a própria identidade em razão da hipocresia reinante da sociedade fazem parte da temática abordada no filme. O filme é narrado pela irmã do personagem, e traz até uma narrativa um tanto quanto psicológica, e a história não segue uma ordem linear, pois intercala fatos de Alexander “Supertramp” (a nova identidade de Chris) no Alasca e os fatos e relações que ele vai construindo na estrada rumo ao seu objetivo, porém sempre sem se apegar a sentimentos e pessoas. É um filme com muitos diálogos, e um visual impressionante, com cenários belissimos, além da trilha sonora, composta por Eddie Vader com uma pegada folk de muito bom gosto.

As conclusões que Into the wild me levaram a pensar estão principalmente no sentido de liberdade. Afinal o que é liberdade? Estaria o personagem querendo ser livre ou fugindo? Em certos momentos a história lembra mais uma fuga, cheguei a esse pensamento devido a relação problemática de Chris com seus pais, e a falta de perdão que é muito bem retratada nos últimos momentos de vida dele.

Náo teria coragem de fazer uma aventura do tipo e partir para a Amazônia, como sugeriu o Thiago, mas também tenho vontade de ser livre. E isso não envolve uma aventura fora de casa, mas livre de orgulho, das decepções, da hipocresia, do comodismo, do lugar-comum, etc. Todos nós temos essa vontade de viver uma vida selvagem, e muitos encontram isso de formas diferentes, uns como Chris acham que a melhor solução é uma vida desapegada de tudo, outros mergulham em terapias, muitos encontram isso no hipnótico mundo das drogas, porém nem todos encontram sentido de vida.

Obviamente estou levando esse texto para uma temâtica cristã, porque refleti bastante sobre esse desapego que temos que ter diariamente, a necessidade de uma mudança real e principalmente com sentido. A conclusão do personagem principal sobre tudo o que viveu é soberba, não deixa de ser simples, porém profunda: “A felicidade só é real quando compartilhada”

Muitas outras conclusões podem ser tiradas do filme, e gostaria da opinião de quem já assistiu, penso em ver denovo e escrever novamente aqui, porém na dúvida, assista o filme (que já está disponível em DVD, penso até em comprar) e tire suas conclusões.

Trailer

Eddie Vader – Society

Sociedade
Ó, ela é um mistério para mim.
Nós temos uma ganância, com a qual temos que concordar
e você pensa que tem que querer mais do que precisa
até  ter tudo, não irá se libertar.

Sociedade, você é uma raça maluca.
Espero que não fique sozinha, sem mim.

Quando você quer mais do que tem, pensa que precisa…
e quando pensa mais do que quer, seus pensamentos começam a sangrar.
Eu penso que preciso achar um lugar maior…
porque quando você tem mais do que pensa, precisa de mais espaço.

Sociedade, você é uma raça maluca.
Espero que não fique sozinha, sem mim.
Sociedade, muito louca…

Espero que não fique sozinha, sem mim.

Existe aqueles que pensam que mais ou menos, menos é mais,
mais se menos é mais, como você marca os pontos?
Quer dizer que para cada ponto que faz, seu nível cai.
Como se estivesse començando do alto…
e você não pode fazer isso.

Sociedade, você é uma raça maluca.
Espero que não fique sozinha, sem mim.
Sociedade, muito louca…
Espero que não fique sozinha, sem mim.
Sociedade, me perdoe.
Espero que não esteja zangada, se eu discordar.
Sociedade, muito louca…
Espero que não fique sozinha…
sem mim.

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Written by eversonbarbosa

maio 22, 2008 às 3:58 pm

Publicado em blogs, cultura, mensagens, vídeos

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